
Admissão e desintoxicação sob supervisão médica contínua
Na chegada, o paciente é avaliado por psiquiatra, enfermeiros e consultores. A abstinência é gerenciada clinicamente — com monitoramento e medicação específica — antes de qualquer outra etapa do tratamento.
Ao chegar, o paciente passa por triagem psiquiátrica imediata. O psiquiatra avalia o estado clínico, o histórico de uso e os riscos de abstinência. Enfermeiros registram sinais vitais e consultores colhem o histórico familiar.
Esse protocolo gera o PIT — Plano Individual de Tratamento — elaborado antes de o paciente deixar a sala de acolhimento. Não existe etapa seguinte sem esse diagnóstico completo.
Avaliação multidisciplinar antes de qualquer outro passo
A admissão ocorre de forma voluntária ou involuntária. Em ambos os casos, a equipe médica está presente desde o primeiro contato — não há triagem feita apenas por recepcionistas ou consultores administrativos.


A primeira semana é estabilização — nada mais, nada menos
A abstinência de álcool e de determinadas substâncias pode ser fatal sem suporte médico. Convulsões, delirium tremens e colapso cardiovascular exigem monitoramento contínuo — não observação intermitente.
Nossa equipe registra sinais vitais em intervalos regulares, ajusta medicação conforme a evolução dos sintomas e aciona suporte de emergência quando necessário. O paciente não passa por isso sozinho.
Medicação específica para abstinência e comorbidades
Após a estabilização clínica, o paciente avança para a abordagem psicossocial com o sistema nervoso fora de crise.
Benzodiazepínicos, anticonvulsivantes e outros fármacos são prescritos conforme o perfil clínico do paciente. A dosagem é ajustada diariamente pelo psiquiatra — não existe protocolo fixo aplicado a todos.
Quando há comorbidades psiquiátricas — depressão, transtorno bipolar, ansiedade severa — o tratamento farmacológico dessas condições começa em paralelo, não depois da desintoxicação. Tratar uma sem a outra compromete os dois resultados.
